A Formulação Estética no Processo de Criação em Moda
O aforismo 320, do livro A gaia ciência, foi a fonte suprema de inspiração para a concretização do caderno de imagens (Sketchbook).
A fusão de imagens das obras do artista plástico Velázquez e Pedro Frederico; as fotografias tiradas no meio de uma feira livre no centro da cidade de João Pessoa, e as intervenções feitas com caneta nanquim demonstram claramente o que seria o instante de vazio do estilista ao utilizar o aforismo como fonte de inspiração.
Após várias leituras do aforismo, o criador se sente apto para a pesquisa, começando pelas imagens pessoais (fotografias) que seriam o registro pessoal do artista; o olhar, o desvelamento da essência criativa do homem no mundo. O estilista já se encontra infectado e absorvido pelo vazio que o aforismo permite: sensação de dëja vu, com um quê de surrealismo, ou algo nunca experimentado antes. Em seguida, a pesquisa que pode ser em revista e/ou livros, panfletos publicitários, materiais encontrados na rua ( favorecendo assim a reciclagem de material). Aqui a fonte de pesquisa é livre. No caso do presente sketch, a fonte de pesquisa foi uma revista dos anos 80, bilíngue, de arte, literatura e design. Depois de se obter todas as imagens escolhidas aleatoriamente, daí sugere-se um respeito quase visceral àqueles que fizeram a ruptura nas artes com a vanguarda do absurdo, onde a desconstrução era uma regra, ou seja, organizar as imagens de forma paradoxal e desconstruída, permitindo, assim, uma pluralidade de estilos e perspectivas, com a ajuda das intervenções feitas pelo próprio estilista.
Logo em seguida extraem-se algumas formas do sketchbook com a ajuda do papel vegetal, quando o importante é extrair formas mais abstratas possíveis; em seguida o estilista vai “brincar” com essas formas, fazendo uma espécie de sobreposição com a ajuda de um suporte (modelo), chamado aqui de petit bonhomme. No final, inspirando-se nessas formas, modela-se um pedaço de tecido branco, um fragmento da forma escolhida, e com a ajuda de um modelo vivo repete-se a brincadeira de composição criando várias formas como se fosse passar do bidimensional para o tridimensional: o exercício no papel e nanquim; modelo vivo e tecido é o mesmo, e obtém-se, como experimentação, o mesmo resultado: o presente trabalho plástico ganha conotação de uma obra em aforismos, os vários fragmentos (aforismos) são também as várias possibilidades plásticas na criação.
O processo, que começa a partir da pesquisa de imagens, se divide em 08 etapas:
1. Fotografia;
2. Pesquisa de imagem em livros e revistas;
3. Colagem e intervenção;
4. Extração de formas abstratas do sketchbook;
5. Passagem dessas formas para o protótipo ( petit bonhomme);
6. Sobreposição de imagens no protótipo;
7. Construção de um fragmento em tecido branco baseado nas formas extraídas do Sketchbook;
8. Jogo de silhuetas no modelo vivo.
Esse esquema é a descrição de um processo de pesquisa em moda em seu estado mais puro; demonstra-se o florescer de uma criação em que o estilista é força mesma pulsante e criadora de novas silhuetas, rompendo com a idéia de moda, tendência e criatura dominada.
VEJA O RESULTADO DO TRABALHO:
http://www.ideart.org.br/fabiola_pedrosa.html
domingo, 17 de janeiro de 2010
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Moda e Cultura: relação possível?
Relação entre Moda e Cultura
Moda e Cultura estão intimamente relacionadas. Cultura, numa definição simples é tudo o que o ser humano produz. E esta produção pode ser material e imaterial. Uma cadeira é uma manifestação cultural material, enquanto uma música é uma expressão simbólica.Nenhuma é mais importante do que a outra, mas se completam e se colocam lado a lado.A moda não é apenas (tomando o vestuário como exemplo) uma imagem, uma configuração, mas, uma representação (o passado e o presente conjugados) que fala, porque se enraíza no universo simbólico, próprio do ser humano, animal desejante, falante e mutante.
Neste aspecto, a Moda assim como a Cultura, é viva, dinâmica, está sempre criando e recriando, e apontando para os fundamentos da história. A Moda é um elemento vivo, dinâmico, sempre em trânsito, jamais estático, jamais fixo, jamais fútil, jamais inútil ou supérfluo. Numa roupa estão presentes símbolos visíveis e símbolos latentes. Exibir uma roupa é mostrar o pertencimento a um grupo, a uma religião, a uma tribo, a uma cultura.Vestir-se não é apenas cobrir o corpo, mas revesti-lo de significados manifestos e latentes.
Podemos sim dizer que a Antropologia contribui enormemente para a compreensão da Moda.Sendo a ciência que estuda “o outro”,” o diferente”,”o que está longe de mim”, a Antropologia capta a Moda como um fenômeno que supera o simples vestir-se, no caso do vestuário. Talvez nenhuma manifestação humana seja mais significativa do que a moda, talvez nenhuma expressão mostre com mais clareza o quanto somos um animal que se movimenta num universo do símbolo, do significado, do apenas lembrar. A Antropologia da Moda é sobretudo um campo inesgotável de possibilidades, pois é constituída de pessoas vivas, agentes de transformação, elementos de dinamismo, que apontam para cultura como um terreno do eterno transformar-se.
Moda e Cultura estão intimamente relacionadas. Cultura, numa definição simples é tudo o que o ser humano produz. E esta produção pode ser material e imaterial. Uma cadeira é uma manifestação cultural material, enquanto uma música é uma expressão simbólica.Nenhuma é mais importante do que a outra, mas se completam e se colocam lado a lado.A moda não é apenas (tomando o vestuário como exemplo) uma imagem, uma configuração, mas, uma representação (o passado e o presente conjugados) que fala, porque se enraíza no universo simbólico, próprio do ser humano, animal desejante, falante e mutante.
Neste aspecto, a Moda assim como a Cultura, é viva, dinâmica, está sempre criando e recriando, e apontando para os fundamentos da história. A Moda é um elemento vivo, dinâmico, sempre em trânsito, jamais estático, jamais fixo, jamais fútil, jamais inútil ou supérfluo. Numa roupa estão presentes símbolos visíveis e símbolos latentes. Exibir uma roupa é mostrar o pertencimento a um grupo, a uma religião, a uma tribo, a uma cultura.Vestir-se não é apenas cobrir o corpo, mas revesti-lo de significados manifestos e latentes.
Podemos sim dizer que a Antropologia contribui enormemente para a compreensão da Moda.Sendo a ciência que estuda “o outro”,” o diferente”,”o que está longe de mim”, a Antropologia capta a Moda como um fenômeno que supera o simples vestir-se, no caso do vestuário. Talvez nenhuma manifestação humana seja mais significativa do que a moda, talvez nenhuma expressão mostre com mais clareza o quanto somos um animal que se movimenta num universo do símbolo, do significado, do apenas lembrar. A Antropologia da Moda é sobretudo um campo inesgotável de possibilidades, pois é constituída de pessoas vivas, agentes de transformação, elementos de dinamismo, que apontam para cultura como um terreno do eterno transformar-se.
Gabriela Maroja Jales
domingo, 8 de março de 2009
“ Fashionistas modernos”
Segundo o dicionário Larousse, Moderno é: Qui appartient au temps présent ou une époque relativement recente. Science moderne. Peinture moderne. Qui bénéficie dês progrès les plus récents. Qui est fait selon les techniques et les gout contemporains.
Ou seja, que pertence ao presente ou época relativamente recente. Ciência moderna. Pintura moderna. Que beneficia progressos mais recentes. Que é feito segundo às técnicas e gostos contemporâneos.
Segundo o dicionário Larousse, Moderno é: Qui appartient au temps présent ou une époque relativement recente. Science moderne. Peinture moderne. Qui bénéficie dês progrès les plus récents. Qui est fait selon les techniques et les gout contemporains.
Ou seja, que pertence ao presente ou época relativamente recente. Ciência moderna. Pintura moderna. Que beneficia progressos mais recentes. Que é feito segundo às técnicas e gostos contemporâneos.
Baudelaire, o maior crítico de arte e precursor da estética moderna não poderia ficar de fora, citá-lo é obrigatório para poder discutir o “moderno”.
Em seu livro sobre a modernidade, Charles Baudelaire fala do homem do mundo, homem do mundo inteiro, homem que compreende o mundo e as razões misteriosas e legítimas de todos os seus costumes. Com isso venho dizer que, para ser moderno é preciso antes entender as razões pelas quais o mundo, o meio em que se vive baseia-se para gerar mudanças. O homem está um pouco ailleurs do centro, ou se vangloria por assumir seguir e ficar preso à estética de seu tempo. Só precisaria ser mais consciente das conseqüências de tais mudanças, pois ser moderno é ser informado, não falo da informação óbvia que nos impõe a mídia, falo da informação sutil que está cravada na mente inocente dos jovens e dos mais velhos.
Moderno é antes de mais nada saber para onde ir, olhar para passado com o olho no futuro, percorrer o imaginário das pessoas e transformá-las em sonho, pois quase toda nossa originalidade vem da inscrição que o tempo imprime às nossas sensações. Então vamos recordar aquela sensação de de déjà- vu que temos de vez em quando? Pois é isso, moderno é ser poeta, contador de histórias, pintor de emoções, ilusionista, ator, dançarino, Zaratustra, e até estilista... ser moderno é acordar todos os dias com a sensação de querer amar a todos sem exceção, ser receptivo, procurar soluções, não deixar a vida à deriva...
Então, só não perdendo o lado fashion, sigo contando que o “fashion” é o auge do moderno, ser fashion é estar conectado com tudo isso que acabei de falar.
Então, só não perdendo o lado fashion, sigo contando que o “fashion” é o auge do moderno, ser fashion é estar conectado com tudo isso que acabei de falar.
Agora, para não contrariar as expectativas alheias, segue, abaixo, um roteiro para lá de fashionista:
Alexandre Herchcovitch;
Brechó Trash Chic, comando pelos espanhóis Joca Benavent e Loly Monfort
B. Luxo, Paula Raboredo e Gil França;
Cavalera;
Gloria Coelho;
2nd Floor;
Isabela Capeto;
Ronaldo Fraga;
Bares e baladas:
Ritz;
Empório, João Pessoa;
O Puri;
Spot;
Clube Gloria;
D-Edge;
Vegas;
Royal;
The Week;
Budha bar;
Som:
Yelle, Tecktonik;
Vive La fête;
The Cardigans;
Chico Correa & Eletronic Band. João Pessoa.
Cansei de ser sexy, São Paulo.
Figuras tarimbadas:
Erica Palomino
Johnny de Luxo
Kate Moss
Gabriela Maroja, João Pessoa.
Por Fabíola Pedrosa
Alexandre Herchcovitch;
Brechó Trash Chic, comando pelos espanhóis Joca Benavent e Loly Monfort
B. Luxo, Paula Raboredo e Gil França;
Cavalera;
Gloria Coelho;
2nd Floor;
Isabela Capeto;
Ronaldo Fraga;
Bares e baladas:
Ritz;
Empório, João Pessoa;
O Puri;
Spot;
Clube Gloria;
D-Edge;
Vegas;
Royal;
The Week;
Budha bar;
Som:
Yelle, Tecktonik;
Vive La fête;
The Cardigans;
Chico Correa & Eletronic Band. João Pessoa.
Cansei de ser sexy, São Paulo.
Figuras tarimbadas:
Erica Palomino
Johnny de Luxo
Kate Moss
Gabriela Maroja, João Pessoa.
Por Fabíola Pedrosa
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Antropologia x moda: qual a relação?
Antropologia e Moda formam um casamento (quase) perfeito. Partindo do princípio segundo o qual a moda se enraíza numa cultura e traduz todos os significados (simbólicos) da presença do humano sobre a terra. À luz da Antropologia, a Moda já não é simplesmente a moda, as roupas, os artefatos, os utensílios, os adereços, mas um sinal de que a trajetória humana não se resume à sobrevivência, à luta pela vida, mas transcende o cotidiano e nos remete a um animal situado também no plano simbólico, na esfera dos significados.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Projeto Segunda Pele
Os artistas plásticos paraibanos Diógenes Chaves e Sidney Azevedo estão finalizando um projeto muito interessante e sensível: o projeto Segunda Pele.
Esse projeto é importante porque visa unir arte e moda na mesma sintonia, e mais ainda, agregar à moda e ao design o algodão colorido da Paraíba, matéria-prima tão valiosa quanto esquecida pelos grande designers. No fim, o algodão colorido assim como o artesanato virou o "folclore local", e só tem servido para estampar blusinhas para turista ver tipo:"NEGO", "ESTIVE NA PARAÍBA...". É uma pena. Vamos ver se agora com o projeto o negócio vá pra frente.
Segue aí uma parte da justificativa do projeto.
Estão participando dele como artistas:
Diógenes Chaves
Sidney Azevedo
Margarete Aurélio
Alena Sá
entre outros...
como designers/ consultores
Eu (Gabriela Maroja)
Alexandre Nepomuceno
Helena Dieb
Larissa Uchôa
Fabíola Pedrosa
Carol Monteiro para Alinhada
Romero Souza
Goretti Irineu
entre outros...
Projeto
Segunda Pele
“Nossa espécie é a única que, conscientemente e deliberadamente, modifica sua aparência.”
Coco Chanel
Apresentação
A serigrafia é a técnica de impressão gráfica mais utilizada na indústria da multiplicação de produtos (embalagens, publicidade e a indústria do consumismo) e é responsável pela iniciativa artesanal de muitas indústrias modernas, por exemplo, a indústria têxtil. A personalização necessária às produções da alta costura e a multiplicação de um mesmo padrão de roupas e vestimentas (prêt-à-porter) são, indiscutivelmente, produzidas a partir de verdadeiras indústrias de “fundo de quintal”. As múltiplas possibilidades desta técnica milenar (a serigrafia foi criada pelos japoneses há 2.000 anos) fazem dela um bom instrumento tanto para a confecção de roupas com estamparia padrão exclusiva como para estampar em determinados lugares de uma peça de roupa. Principalmente, se há necessidade de realização de peças-piloto necessárias para pré-aprovação de determinada linha de produtos (muito comum nos desfiles de moda) ou para a produção de pequeno número de peças (fardamento, decoração personalizada, etc.).
O que mais interessa no projeto é a valorização do encontro da técnica industrial (serigrafia, indústria têxtil) com o artesanato (costureiras, modistas, estilistas etc) local com o objetivo de produzir peças de vestuário únicas. Interessa também, o espetáculo da dessacralização da obra de arte ao transformar o trabalho de artistas plásticos em modelos e padronagem para a indústria da moda. É como se a roupa que usamos fosse uma complementação do nosso corpo (nossa segunda pele) que recebe o colorido e a obra do artista que a deixou inacabada. Daí, a roupa é um objeto de adorno que está entre o corpo e a pessoa.
Os artistas participantes do projeto utilizarão símbolos gráficos, recolhidos e trabalhados no imaginário de cada um, para serem impressos nas peças de tecido de forma irregular, em justa ou sobreposição, até se obter uma padronagem de estamparia têxtil, exclusiva e criativa. Na seqüência, serão confeccionadas peças-piloto a partir da criação de estilistas convidados que vão, ao final, ser apresentadas por manequins profissionais e/ ou por pessoas comuns, durante o vernissage do evento.
Neste projeto, há o desejo de se associar à valorização e ressurgimento da cultura do algodão no Estado da Paraíba e, principalmente, à difusão de uma cultura diferenciada: o algodão colorido. Há, também, o saudável envolvimento de rudimentos técnicos da antiga artesania têxtil em conjunto com a produção de obras de arte pelas mãos de vários pequenos produtores: costureiras, estilistas, artesãos, etc. Uma exposição pública com o resultado do projeto e um catálogo apresentarão as conquistas deste trabalho até outras comunidades nordestinas no intuito de estimular a produção artística, a economia e o desenvolvimento social da região.
Objetivo Geral
O REGISTRO gráfico de obras de arte confeccionadas a partir do uso do algodão colorido como suporte para criação artística (estamparia têxtil com a técnica serigráfica, confecção de vestuário padronizado, desfile de moda etc.) como proposta de ação integrada entre a arte contemporânea e a indústria da moda (produção local), através de estilistas e artistas visuais.
Objetivos Específicos
EDITAR e publicar um catálogo em policromia (28 páginas, 28x21cm, 4x4 cores, papel couche fosco, 1.000 exemplares etc.) com textos e imagens, além dos créditos instituições;
REALIZAR pesquisas em bibliotecas, instituições de ensino, arquivos particulares, lojas, fábricas e indústrias têxteis no Estado da Paraíba;
DISCUTIR e analisar a produção de estilistas e artistas visuais que trabalham com a indústria têxtil e de confecções (moda, estilismo);
DAR visibilidade, alternativas e possibilidades de mercado (venda, exportação etc) aos profissionais envolvidos;
UTILIZAR a técnica serigráfica como instrumento de impressão gráfica e intervenção no tecido de algodão colorido criando peças únicas e que valorizem os profissionais das áreas da moda, costura, estilo etc.;
REALIZAR uma exposição de artes plásticas (instalação, desfile de moda) propondo a participação do público que manuseará as obras expostas (peças de tecido de algodão estampadas através da técnica serigráfica com motivos – imagens e texto – recolhidos durante a pesquisa);
REGISTRAR, através de equipamento DIGITAL, as ações do público interagindo e participando na exposição;
VALORIZAR a cultura do algodão colorido (produzido com certa exclusividade no Estado da Paraíba).
Esse projeto é importante porque visa unir arte e moda na mesma sintonia, e mais ainda, agregar à moda e ao design o algodão colorido da Paraíba, matéria-prima tão valiosa quanto esquecida pelos grande designers. No fim, o algodão colorido assim como o artesanato virou o "folclore local", e só tem servido para estampar blusinhas para turista ver tipo:"NEGO", "ESTIVE NA PARAÍBA...". É uma pena. Vamos ver se agora com o projeto o negócio vá pra frente.
Segue aí uma parte da justificativa do projeto.
Estão participando dele como artistas:
Diógenes Chaves
Sidney Azevedo
Margarete Aurélio
Alena Sá
entre outros...
como designers/ consultores
Eu (Gabriela Maroja)
Alexandre Nepomuceno
Helena Dieb
Larissa Uchôa
Fabíola Pedrosa
Carol Monteiro para Alinhada
Romero Souza
Goretti Irineu
entre outros...
Projeto
Segunda Pele
“Nossa espécie é a única que, conscientemente e deliberadamente, modifica sua aparência.”
Coco Chanel
Apresentação
A serigrafia é a técnica de impressão gráfica mais utilizada na indústria da multiplicação de produtos (embalagens, publicidade e a indústria do consumismo) e é responsável pela iniciativa artesanal de muitas indústrias modernas, por exemplo, a indústria têxtil. A personalização necessária às produções da alta costura e a multiplicação de um mesmo padrão de roupas e vestimentas (prêt-à-porter) são, indiscutivelmente, produzidas a partir de verdadeiras indústrias de “fundo de quintal”. As múltiplas possibilidades desta técnica milenar (a serigrafia foi criada pelos japoneses há 2.000 anos) fazem dela um bom instrumento tanto para a confecção de roupas com estamparia padrão exclusiva como para estampar em determinados lugares de uma peça de roupa. Principalmente, se há necessidade de realização de peças-piloto necessárias para pré-aprovação de determinada linha de produtos (muito comum nos desfiles de moda) ou para a produção de pequeno número de peças (fardamento, decoração personalizada, etc.).
O que mais interessa no projeto é a valorização do encontro da técnica industrial (serigrafia, indústria têxtil) com o artesanato (costureiras, modistas, estilistas etc) local com o objetivo de produzir peças de vestuário únicas. Interessa também, o espetáculo da dessacralização da obra de arte ao transformar o trabalho de artistas plásticos em modelos e padronagem para a indústria da moda. É como se a roupa que usamos fosse uma complementação do nosso corpo (nossa segunda pele) que recebe o colorido e a obra do artista que a deixou inacabada. Daí, a roupa é um objeto de adorno que está entre o corpo e a pessoa.
Os artistas participantes do projeto utilizarão símbolos gráficos, recolhidos e trabalhados no imaginário de cada um, para serem impressos nas peças de tecido de forma irregular, em justa ou sobreposição, até se obter uma padronagem de estamparia têxtil, exclusiva e criativa. Na seqüência, serão confeccionadas peças-piloto a partir da criação de estilistas convidados que vão, ao final, ser apresentadas por manequins profissionais e/ ou por pessoas comuns, durante o vernissage do evento.
Neste projeto, há o desejo de se associar à valorização e ressurgimento da cultura do algodão no Estado da Paraíba e, principalmente, à difusão de uma cultura diferenciada: o algodão colorido. Há, também, o saudável envolvimento de rudimentos técnicos da antiga artesania têxtil em conjunto com a produção de obras de arte pelas mãos de vários pequenos produtores: costureiras, estilistas, artesãos, etc. Uma exposição pública com o resultado do projeto e um catálogo apresentarão as conquistas deste trabalho até outras comunidades nordestinas no intuito de estimular a produção artística, a economia e o desenvolvimento social da região.
Objetivo Geral
O REGISTRO gráfico de obras de arte confeccionadas a partir do uso do algodão colorido como suporte para criação artística (estamparia têxtil com a técnica serigráfica, confecção de vestuário padronizado, desfile de moda etc.) como proposta de ação integrada entre a arte contemporânea e a indústria da moda (produção local), através de estilistas e artistas visuais.
Objetivos Específicos
EDITAR e publicar um catálogo em policromia (28 páginas, 28x21cm, 4x4 cores, papel couche fosco, 1.000 exemplares etc.) com textos e imagens, além dos créditos instituições;
REALIZAR pesquisas em bibliotecas, instituições de ensino, arquivos particulares, lojas, fábricas e indústrias têxteis no Estado da Paraíba;
DISCUTIR e analisar a produção de estilistas e artistas visuais que trabalham com a indústria têxtil e de confecções (moda, estilismo);
DAR visibilidade, alternativas e possibilidades de mercado (venda, exportação etc) aos profissionais envolvidos;
UTILIZAR a técnica serigráfica como instrumento de impressão gráfica e intervenção no tecido de algodão colorido criando peças únicas e que valorizem os profissionais das áreas da moda, costura, estilo etc.;
REALIZAR uma exposição de artes plásticas (instalação, desfile de moda) propondo a participação do público que manuseará as obras expostas (peças de tecido de algodão estampadas através da técnica serigráfica com motivos – imagens e texto – recolhidos durante a pesquisa);
REGISTRAR, através de equipamento DIGITAL, as ações do público interagindo e participando na exposição;
VALORIZAR a cultura do algodão colorido (produzido com certa exclusividade no Estado da Paraíba).
domingo, 9 de novembro de 2008
Olá caros leitores!
Como estamos eu (Gabriela) e Fabíola muito atarefadas com o exercício do cotidiano, resolvi publicar alguns eventos que andam acontecendo no cenário da moda pessoense, mais especificamente no Curso de Design de Moda do UNIPÊ, onde a coordenação está a cargo desta que vos escreve.
Muita coisa boa anda acontecendo no curso. Iniciamos com a aula inaugural fantástica de Ana Paula de Miranda, em seguida fizemos um Workshop sobre criação com Fabíola Pedrosa (a OUTRA escritora-voadora-sonhadora deste blog), e muitos outros eventos, como vocês vão confirmar com nossas anteriores e futuras postagens. Palestra com Ronaldo Fraga, reconstrução de trajes históricos, exposições, é só uma amostra do que fizemos e pretendemos fazer.
Agradeço desde já a atenção, a visita, e sugestões que possam nos dar, a fim de melhorar este blog, ou a qualidade de vida dessas doidas que nele escrevem, ou algo a acrescentar sobre o curso de Design, tanto faz, contanto que opinem e leiam, sempre!
Como estamos eu (Gabriela) e Fabíola muito atarefadas com o exercício do cotidiano, resolvi publicar alguns eventos que andam acontecendo no cenário da moda pessoense, mais especificamente no Curso de Design de Moda do UNIPÊ, onde a coordenação está a cargo desta que vos escreve.
Muita coisa boa anda acontecendo no curso. Iniciamos com a aula inaugural fantástica de Ana Paula de Miranda, em seguida fizemos um Workshop sobre criação com Fabíola Pedrosa (a OUTRA escritora-voadora-sonhadora deste blog), e muitos outros eventos, como vocês vão confirmar com nossas anteriores e futuras postagens. Palestra com Ronaldo Fraga, reconstrução de trajes históricos, exposições, é só uma amostra do que fizemos e pretendemos fazer.
Agradeço desde já a atenção, a visita, e sugestões que possam nos dar, a fim de melhorar este blog, ou a qualidade de vida dessas doidas que nele escrevem, ou algo a acrescentar sobre o curso de Design, tanto faz, contanto que opinem e leiam, sempre!
Auditório lota durante palestra do estilista Ronaldo Fraga
Mais Fotos
O estilista mineiro Ronaldo Fraga ministrou uma palestra na noite da última terça-feira (14), no Unipê para alunos do curso de Design de Moda.
O estilista mineiro Ronaldo Fraga ministrou uma palestra na noite da última terça-feira (14), no Centro Universitário de João Pessoa (Unipê) para alunos do curso de Design de Moda. A palestra aconteceu no Auditório Tarcísio Burity, no campus da instituição, na Capital.
Segundo a coordenadora do curso de Design de Moda do Unipê, professora Gabriela Maroja, o estilista Ronaldo Fraga veio à Paraíba convidado pelo Sebrae, Governo do Estado e Ministério do Desenvolvimento Agrário e aceitou gentilmente um convite para ministrar a palestra na instituição.
Sobre o estilista
Graduado em estilismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, estudou em Nova York, cursou a Parson's School com uma bolsa que recebeu após vencer um concurso da empresa têxtil Santista. Em Londres, aprendeu chapelaria na Saint Martins. Em 1996, participou do Phytoervas Fashion, em São Paulo. Em 1997, ganhou o prêmio de estilista revelação. Logo em seguida, lançou a sua marca própria. Após participar da Semana de Moda - Casa de Criadores, Fraga foi convidado a entrar no São Paulo Fashion Week e, desde então, desfila nas duas edições anuais do evento. Logo na segunda participação do SPFW, as roupas para o verão 2001-2002, inspiradas em Zuzu Angel, foram indicadas como melhor coleção feminina de 2002 para o prêmio Abit - Associação Brasileira da Indústria Têxtil.
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O estilista mineiro Ronaldo Fraga ministrou uma palestra na noite da última terça-feira (14), no Unipê para alunos do curso de Design de Moda.
O estilista mineiro Ronaldo Fraga ministrou uma palestra na noite da última terça-feira (14), no Centro Universitário de João Pessoa (Unipê) para alunos do curso de Design de Moda. A palestra aconteceu no Auditório Tarcísio Burity, no campus da instituição, na Capital.
Segundo a coordenadora do curso de Design de Moda do Unipê, professora Gabriela Maroja, o estilista Ronaldo Fraga veio à Paraíba convidado pelo Sebrae, Governo do Estado e Ministério do Desenvolvimento Agrário e aceitou gentilmente um convite para ministrar a palestra na instituição.
Sobre o estilista
Graduado em estilismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, estudou em Nova York, cursou a Parson's School com uma bolsa que recebeu após vencer um concurso da empresa têxtil Santista. Em Londres, aprendeu chapelaria na Saint Martins. Em 1996, participou do Phytoervas Fashion, em São Paulo. Em 1997, ganhou o prêmio de estilista revelação. Logo em seguida, lançou a sua marca própria. Após participar da Semana de Moda - Casa de Criadores, Fraga foi convidado a entrar no São Paulo Fashion Week e, desde então, desfila nas duas edições anuais do evento. Logo na segunda participação do SPFW, as roupas para o verão 2001-2002, inspiradas em Zuzu Angel, foram indicadas como melhor coleção feminina de 2002 para o prêmio Abit - Associação Brasileira da Indústria Têxtil.
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